A pesquisa realizada pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) em parceria com a Offerwise Pesquisas revela que estar com contas em atraso afeta não apenas a vida financeira, mas também a saúde física e mental dos endividados. A ansiedade é o sentimento negativo mais citado, atingindo 78% dos entrevistados. Outros sentimentos mencionados são angústia (75%), estresse ou irritação (71%), vergonha (71%), tristeza e desânimo (69%). 97% dos inadimplentes afirmaram ter experimentado algum tipo de sentimento negativo ao descobrirem que estavam endividados.
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A pesquisa mostra que 90% dos entrevistados tiveram seu padrão de vida afetado pelas dívidas, sendo que 44% afirmaram que a vida foi totalmente afetada. Como resultado das dívidas atrasadas, 20% evitam fazer compras a prazo, 17% começaram a fazer um controle rigoroso dos ganhos e gastos, 16% evitam comprar itens de vestuário e 14% evitam sair com pessoas que gastam muito. Alterações no apetite foram relatadas por 55% dos entrevistados, enquanto 48% afirmaram ficar mais desatentos ou improdutivos no trabalho.
A maioria dos endividados (73%) tentou obter algum tipo de crédito no último ano, com o objetivo de pagar dívidas (58%) ou comprar algo (24%). Dos que buscaram crédito, 74% conseguiram, sendo as modalidades mais utilizadas o empréstimo (36%), cartão de crédito pré-existente (23%), emissão de um novo cartão de crédito (15%) e uso do limite do cheque especial (13%). 24% não obtiveram êxito na liberação de crédito.
A situação de inadimplência também afeta o sono dos endividados, com 72% relatando alterações no sono e 63% menos vontade de sair e socializar. Cerca de 56% dos endividados buscam atividades que os distraiam dos problemas financeiros. Além disso, 55% têm alterações no apetite, 48% ficam mais desatentos ou improdutivos no trabalho, e 42% recorrem a vícios, como cigarro, comida e álcool, para aliviar a ansiedade. 24% compram mais que o habitual ou perdem o controle das compras.
Queda na produtividade no trabalho
As dívidas em atraso também têm impacto na produtividade no trabalho, com 43% dos entrevistados produzindo menos e 37% sendo menos pacientes com os colegas. No ambiente familiar, 53% afirmam ficar mais irritados e intolerantes com as pessoas próximas, e 44% têm sido mais descuidados com o bem-estar da família. Quanto aos maiores temores em relação às dívidas pendentes, 35% temem não conseguir pagá-las, e 18% temem serem considerados desonestos pelas pessoas. 73% dos entrevistados têm um alto ou muito alto nível de preocupação em relação a essas dívidas.