PIX: saiba como os brasileiros usam esta modalidade de pagamento

Publicado em 15 de janeiro de 2024

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O PIX já faz parte do dia a dia do consumidor brasileiro. Apesar do pouco tempo de lançamento, 99% dos consumidores possuem chave PIX cadastrada. Entre os que utilizam PIX, 65% usam sempre. 33% utilizam às vezes e 2% raramente.

Entre os principais motivos de uso do PIX estão a rapidez e praticidade (60%), o valor ser transferido na hora (42%), ser bastante aceito nos estabelecimentos (27%) e segurança (26%).

De acordo com os entrevistados, os principais tipos de pagamento realizados via PIX são transferência para amigos e parentes (74%), compras na internet (53%), pagamento de prestadores de serviço (47%) e compras de alimentos/mercado (44%).

Nove em cada dez (92%) dos que usam o PIX também recebem pagamentos por este meio, e 52% dos usuários de PIX também citam que sempre recebem dinheiro por este meio de pagamento. Por outro lado, 42% recebem às vezes e 5% raramente.

Apesar do hábito da utilização do PIX, os consumidores que têm a chave cadastrada, mas não utiliza este meio de pagamento, admitem algumas barreiras, principalmente pelo medo de clonagem e roubo de dados (20%), não ser aceito pelas empresas (18%), e falta de confiança (15%).

76% já utilizaram o pagamento por aproximação, rapidez e praticidade são os principais motivos

Oito em cada dez entrevistados já utilizaram a modalidade de pagamento por aproximação (76%, com destaque entre os mais jovens), principalmente por cartão físico.

O pagamento por aproximação cresceu ao longo da pandemia como consequência da necessidade de se evitar contatos físicos. E além dos cartões físicos, é possível fazer pagamentos aproximando o celular (33%) ou o smartwatch (4%).

Em relação ao hábito, 36% relatam que sempre fazem pagamentos por aproximação (crescimento de 8 p.p. comparado a 2022), 41% usam às vezes e 23% raramente.

Os motivos mais citados para o uso são a rapidez e praticidade (66%), não digitar senha na maquininha (45%) e testar a nova tecnologia (29%).

Entre os que não utilizaram o pagamento por aproximação, as principais razões são a falta de confiança (51%), medo por não haver a necessidade de digitar a senha (26%), de não ter habilitado esta modalidade no cartão (23%) e medo de clonagem / roubo de dados (22%).

O cartão físico (86%) é o meio mais utilizado para realizar pagamentos por aproximação (destaque nas classes A/B), seguido do celular (33%).

Entre os entrevistados que já utilizaram esta modalidade de pagamento, 69% não sofreram fraude, mas têm receio de sofrer. Por outro lado, 6% já foram fraudados no uso e 23% não sofreram, e não têm receio de sofrer.

82% já fizeram pagamento via QR Code, principalmente pela praticidade e rapidez. Desconfiança é a principal razão dos que não utilizam

Outra modalidade de pagamento que cresceu nos últimos anos é o QR Code. Oito em cada dez consumidores (82%) já fizeram pagamento via QR Code. 63% fazem pagamento às vezes, 20% raramente e 16% sempre.

O principal motivo para utilização é a praticidade e rapidez da modalidade (55%), seguido da ampla aceitação nos estabelecimentos (44%) e não precisar digitar senha na maquininha (30%). Enquanto o principal motivo para não utilizar o QR Code é a falta de confiança nesta modalidade de pagamento (27%), a não aceitação por parte dos estabelecimentos (26%) e a dificuldade em saber como funciona (22%).

De acordo com os consumidores, para motivação do uso do QR Code, as principais iniciativas seriam mais informações sobre esta modalidade de pagamento (61%), a segurança nas transações (35%) e mais aceitação nas lojas (22%).

“Diante da diversidade de opções de pagamentos, fica o alerta para o consumidor se manter atento à segurança das transações. No caso do PIX vale conferir sempre o destinatário para evitar transferências erradas, e nos pagamentos por aproximação ter um limite para esse tipo de pagamento para evitar problemas caso o cartão ou celular sejam perdidos ou roubados. No caso das lojas, a pesquisa mostra que o bom e velho dinheiro de papel já não basta e a aceitação somente de cartão pode ser insuficiente para atender a clientela. O comércio precisa estar adaptado às novidades para não perder venda”, destaca o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, José César da Costa.

Fonte

Os dados são de uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise.

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