Em operação desde novembro de 2020, o PIX caiu no gosto dos consumidores e empresários. São mais de 90 milhões de brasileiros usando o sistema para fazer pagamentos e transferir dinheiro. A modalidade já responde por 30% das operações de pagamento no Brasil, sendo que, até março, houve mais de R$ 330 milhões em transações.
A facilidade está presente no varejo, pois reduz os custos operacionais e agiliza as transações financeiras, já que o pagamento é instantâneo. Com o Pix, é possível receber valores 24 horas por dia, sete dias por semana e até em feriados nacionais. Uma vez que o pagamento é feito, ele leva segundos para ser creditado na conta do recebedor.
Nos estabelecimentos comerciais é possível receber do cliente, via Pix, de duas formas:
- Informando uma chave Pix CNPJ, número do telefone celular, e-mail ou chave aleatória;
- Gerando um QR Code para ser compartilhado com o cliente. Este código pode ser estático ou dinâmico, virtual (na tela do celular ou na própria máquina do cartão) ou físico (placa com o código).
Com tantas facilidades e praticidades proporcionadas pelo Pix, os bandidos também estão se aproveitando da modalidade. No Brasil, já há registro de casos de sequestro relâmpago em que as vítimas são obrigadas a realizar o pagamento do resgate por meio do Pix. É como se fosse o crime conhecido por “saidinha de banco”, mas o bandido não precisa levar a vítima ao caixa eletrônico para transferir ou sacar dinheiro.
O sequestro relâmpago, usando pagamento via Pix, tem como vítimas pessoas que possivelmente estejam com mais dinheiro na conta. Por isso, empresários devem ficar atentos, especialmente no início do mês, quando há mais movimentação de dinheiro, inclusive de pagamentos feitos por clientes.
A maior parte dos sequestros-relâmpagos acontecem no fim da tarde ou no começo da noite. Os bandidos se aproveitam quando as vítimas estão paradas em cruzamentos ou quando estão em ruas desertas.
Outro golpe que está ocorrendo em relação a modalidade é sobre o Pix agendado. O golpista faz o agendamento de uma transferência e, antes de ser efetivada, entra em contato com a pessoa avisando que a transferência foi feita por engano e solicita a devolução do valor o quanto antes.
Assim que a vítima faz a devolução, o golpista cancela o agendamento e fica com o valor depositado/devolvido pela vítima. Por isso, é preciso atenção redobrada sempre que receber a notificação de Pix agendado e ser procurado por alguém avisando do “engano”.
O Banco Central anunciou que em novembro passará a funcionar um mecanismo que devolverá valores que tenham sido transferidos de maneira irregular, como em caso de fraudes ou crimes. Enquanto isso, as pessoas podem tomar alguns cuidados, como:
- Reduzir limite diário de pagamentos/transferências;
- Para o comerciante que disponibiliza pagamento por QR Code, com placa no estabelecimento, cuidar para que essa placa não seja trocada por um bandido, que pode colocar no lugar da placa original, uma similar, mas com o QRCode da conta de um bandido;
- Cuidados ao ficar no carro manuseando o celular, bem como em qualquer lugar;
- Caso ocorra algum delito, registrar Boletim de ocorrência e pedir reembolso.