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06.01.2009

Pesquisa da Fecomércio mostra a perspectiva econômica do empresário e do consumidor para 2009

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A crise financeira parece ter abalado o otimismo dos empresários do comércio da Grande Florianópolis. De acordo com o cenário projetado por 66% dos comerciários entrevistados pela Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio), a crise deverá influenciar negativamente o comércio. Segundo os entrevistados, a crise influenciará em virtude da redução nas compras (28,1%) e do impacto do dólar no aumento dos preços (14,7%). Para se precaver e não afetar o consumidor, 55,3% dos empresários preferem às promoções e 46,1% afirmam facilitar as formas de pagamento. O estudo foi realizado em 360 empresas nas cidades de Florianópolis (Centro, Trindade, Santa Mônica e Estreito) e São José (Kobrasol, Campinas e Barreiros), entre os dias 02 e 08 de dezembro.
Na pesquisa, 44% dos entrevistados acreditam que a temporada de verão não será boa e as vendas devem ser menores no período. No entanto, apesar do pessimismo para a temporada, 68% dos entrevistados acreditam que as vendas serão melhores no próximo ano. O presidente da Fecomércio, Antônio Edmundo Pacheco, acredita que apesar da gravidade da crise financeira mundial, a situação do varejo em 2008 não sofrerá impactos mais profundos até o Natal, porque a renda e o emprego ainda se mantêm em alta e devido a própria sazonalidade do período. Contudo, Pacheco alerta para a necessidade de ações enérgicas do governo brasileiro no sentido de minimizar os impactos da crise em 2009. “Ainda não está claro que impacto positivo terá as medidas anunciadas pelo governo brasileiro”, afirma o presidente.
Outro motivo de preocupação para os comerciantes é a tragédia catarinense decorrente das fortes chuvas, que deverá diminuir as vendas, segundo a análise de 47% dos entrevistados. De acordo com o presidente da Fecomércio, não é possível prever em cifras os prejuízos causados pelas chuvas, porém, já se pode projetar queda nas vendas do comércio varejista nas áreas afetadas. “Antes, com a crise econômica internacional, prevíamos um crescimento de vendas igual ou até superior ao ano passado. Agora, mesmo as cidades pouco atingidas pelas chuvas deverão sentir a diminuição do faturamento, devido à queda na produção, às estradas parcial ou totalmente interditadas e à inatividade portuária”, avalia Pacheco.

 

Perspectiva econômica do consumidor para 2009
Da mesma forma que os comerciários esperam com pessimismo a temporada de final de ano e prevêem a diminuição das vendas, os consumidores mostram-se precavidos e cautelosos, embora 50,7% dos consumidores ouvidos pela Fecomércio acreditam que o próximo ano será melhor financeiramente que 2008. A temporada de verão também esperada com queda no consumo por 67,3% dos entrevistados.  Ainda de acordo com a pesquisa, 27,3% dos consumidores afirmam que irão guardar dinheiro na poupança em 2009. Outra medida preventiva é o dinheiro reservado para as compras de material escolar (21,9%) e o pagamento à vista das taxas de IPTU e IPVA (45%).
Para medir as perspectivas econômicas do consumidor para o próximo ano, a Fecomércio ouviu 800 pessoas no Centro (Praça XV e Felipe Schmidt), Kobrasol, Estreito e Trindade; locais de grande fluxo populacional e também de comércio intenso.

 

Fonte: Fecomércio

 

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