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11.05.2009

Menos imposto, mais venda

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Com redução do IPI, comércio de SC obtém incremento de 20% nas vendas de eletrodomésticos, mas também reduz preço dos estoques
A redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) anunciada no dia 17 de abril para os produtos da chamada linha branca, como geladeiras e fogões, já impulsiona as vendas do comércio de Santa Catarina. Segundo estimativa feita pela Federação das CDLs do Estado (FCDL/SC), as vendas de eletrodomésticos tiveram um incremento de 20% nas últimas semanas.
Segundo dados do IBGE, apurados na Pesquisa Mensal do Comércio, o volume de vendas de móveis e eletrodomésticos em Santa Catarina caiu 2,6% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2008. Enquanto a receita nominal desse segmento de produtos caiu 5,2% em relação a janeiro e 2,1% em relação a fevereiro do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o faturamento aumentou 3,9%, abaixo do desempenho apresentado pelo comércio catarinense, que foi de 10,9%.
Com a mudança na tributação, o IPI das geladeiras foi reduzido de 15% para 5% e o das máquinas de lavar de 20% para 10%. Os fogões e tanquinhos - sobre os quais incidiam tributos de 5% e 10% respectivamente - passaram a ser totalmente isentos do imposto. A mudança, no entanto, tem gerado dúvidas sobre o que fazer com os produtos estocados, comprados antes da redução do imposto.
Para aproveitar a procura que a medida gerou, os varejistas estão sendo obrigados a adaptar suas margens. Na rede Planeta Móveis, de Rio do Sul, os descontos estão sendo aplicados mesmo nos produtos de estoque. "Nós já pagamos o IPI desses produtos, pois compramos há quatro meses. Só que os consumidores assistem na TV sobre a redução e já pedem, mesmo antes dos novos produtos chegarem", diz Celso Belegante, gerente da loja. Segundo ele, a nova remessa de produtos, com o preço reduzido, deve chegar a partir da próxima semana, a tempo de atender o Dia das Mães.
Belegante está satisfeito com a redução e espera que o aumento das vendas no próximo mês compense a diferença de custos das primeiras vendas. Tal postura também é aconselhada pelo professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, Alcides Leite. "Os varejistas devem se adaptar às solicitações da demanda. Quando o IPI voltar aos níveis anteriores, a situação pode ser compensada", instrui.
O presidente da FCDL/SC, Sérgio Medeiros, também recomenda aplicar a redução para os produtos em estoque. Nesse caso, é preciso fazer uma nota de devolução para a indústria, que por usa vez emitirá uma nova nota com o IPI correto. O recurso, previsto na legislação, é possível porque os fabricantes têm um prazo para pagar o IPI dos produtos. Mas, segundo Medeiros, como nesse caso a lei não estipula prazos de retificação de notas fiscais, é possível que os fornecedores consigam ressarcimento do valor recolhido a mais, mesmo quando este já foi pago.

Fonte: FCDL/SC

 

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