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04.06.2009

Temperatura baixa favorece o comércio

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Em apenas quatro dias de frio, vendas de artigos de inverno crescem de 10% a 50% nas lojas de Blumenau

Quatro dias de baixas temperaturas foram suficientes para mudar o visual dos blumenauenses nas ruas e aquecer o comércio da cidade. O frio dos últimos dias contribuiu para o aumento das vendas de 10% a 50% nas lojas do Centro.
– As vendas dobraram de sábado para cá. O movimento é constante graças ao frio que esperamos que continue por muito tempo– comemora a sócia-proprietária de uma loja de artigos para casa e vestuário, Renata Scheffelmeier.
Na loja de Renata, os produtos mais procurados durante esta semana foram cobertores, botas e jaquetas de nylon. A comerciante espera que as temperaturas continuem em queda para fazer valer as importações de mantas de microfibra fabricadas na China, uma novidade da loja.
A gerente de outro estabelecimento da Rua XV de Novembro, de roupas e acessórios femininos, Saionara Duarte, mal chegou de viagem trazendo mais mercadorias e já contabilizou crescimento de 15% só entre segunda e terça-feira.
– Sabíamos que iria esfriar esta semana e investimos em vitrines mais quentinhas, com cachecóis e blusas de lã. Se faz frio, os produtos chamam atenção e as vendas são boas – avalia Saionara.
Segundo ela, as peças são adquiridas para revenda quinzenalmente em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, após consultar uma previsão climática para o período de 15 dias em sites de meteorologia.
Apesar das previsões meteorológicas, o inverno sempre será uma incógnita para o comércio, diz a gerente de uma confecção de roupas com três lojas na cidade, Andréia Albino.
– O verão em Blumenau sempre é quente e não há erro, as vendas são boas. Agora o inverno surpreende a cada ano – comenta Andréia que registrou aumento de 10% nas vendas durante esta semana.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Blumenau (CDL), Marcelino Campos, a expectativa de crescimento nas vendas nesse período frio, que também contempla os presentes do Dia dos Namorados, é de 5%, comparado com o mesmo período do ano passado.
Assim como os lojistas, as indústrias têxteis da região também buscam na previsão do tempo uma forma de nortear a produção. Uma pesquisa climática encomendada pelo Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau e Região (Sintex) à empresa Climatempo, prevê chuvas e dias muito frios para este mês, quando inicia o inverno, e de julho a setembro, temperaturas mais geladas do que as registradas nos últimos anos.
A previsão agrada a diretora de Mercado da Malhas Kyly, Taciane Martins Eichstaedt. Desde março ela registra aumento de 10% nas vendas de inverno em relação ao ano anterior.
– A indústria sente se não der o frio esperado porque as lojas acabam estocando produto – enfatiza Taciane.
Segundo o Sintex, se depender do clima, as perspectivas são boas para o setor têxtil. Além da Kyly, a Cia. Hering e a Brandili, usam o relatório climático para planejar as coleções e as vendas de inverno.


 
Aquecedores e secadoras são os mais vendidos 
O frio desta semana não aqueceu somente as vendas de roupas e calçados, mas também de eletrodomésticos. No Magazine Luiza, só na terça-feira, foram vendidos cinco aquecedores de ar. Secadoras de roupas e centrífugas estão entre os artigos mais procurados na loja que já registrou crescimento de 30% nas vendas com a ajuda das promoções.


 
Lojas investem em promoções
As Lojas Berlanda também sentem o aumento nas vendas de equipamentos para combater o frio e a umidade.
– Investimos em promoções e já vemos que as vendas cresceram. Nesta semana a média é vender dois aquecedores de ar por dia – diz o gerente da loja, Angelo Dalagnoli.
As Casas Bahia também registraram aumento de 20% nas vendas de aquecedores e secadoras de roupas durante esta semana.

 

Fonte: Jornal de Santa Catarina

 

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