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02.10.2009

Varejistas se preparam para a volta do IPI

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Varejistas se preparam para a retomada gradual do IPI fazendo estoques preventivos, especialmente para o Natal

O fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) já começa a preocupar o setor varejista e a mudar a sua atuação. Para evitar a alta dos preços e uma queda nas vendas, alguns estabelecimentos resolveram investir em estoques preventivos de produtos da linha branca, como geladeiras, fogões e liquidificadores. A intenção é continuar vendendo sem imposto em novembro e dezembro, considerados os melhores meses para o comércio.

É o caso da rede de Lojas Colombo, que ampliou entre 25% e 30% as encomendas de geladeiras, fogões e máquinas de lavar para os próximos dois meses. "Fica difícil saber o que vai acontecer depois do fim da queda do IPI e com a proximidade do Natal. Mas sem o fim do imposto, as encomendas seriam 10% maiores", afirma o diretor comercial Gladimir Somacal.

Mas há quem ache arriscado investir em estoques devido aos juros elevados cobrados pelas indústrias. A rede nordestina Insinuante pretende ampliar em 15% as encomendas de produtos da linha branca para o Natal somente se a redução do IPI for mantida no último bimestre. Desta maneira, não corre o risco de ficar com produtos fora de linha estocados.

Para o diretor comercial Rogério Ehrat, da Wanke, indústria de máquina de lavar e secadoras de roupa, o retorno da cobrança provocará um aumento nas vendas nos últimos meses de vigência do acordo. “Com a retomada da cobrança do IPI sendo feita de forma gradual, a diminuição das vendas será pequena”, prevê. Ele lembra que o mercado está aquecido desde junho, mas não é somente em decorrência da redução do imposto.

Histórico
O retorno gradual das alíquotas originais de IPI para os setores da linha branca e materiais de construção foi definido pelo governo em junho. O cronograma prevê inclusão de 1,5% do imposto a partir de outubro, 3% em novembro, 5% em dezembro e 7% a partir de janeiro do próximo ano. Para o mercado de automóveis, a volta gradual do IPI começa hoje (01).

Na tentativa de pedir ao governo a renovação da redução do imposto por mais três meses, representantes do mercado de eletrodomésticos reuniram-se na segunda-feira (29) com ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, em São Paulo. Durante o encontro, o setor também solicitou um novo corte do tributo que incide sobre máquinas de lavar e geladeiras e a manutenção da alíquota para fogões.

O estímulo fiscal foi lançado pelo governo federal para enfrentar a crise e impulsionar o consumo, custando mais de R$ 3,3 bilhões aos cofres públicos e garantindo a manutenção dos empregos, a continuidade dos investimentos e a estabilidade da produção às atividades beneficiadas.

A redução do imposto acarretou em uma considerável mudança nos preços dos eletrodomésticos. No caso das geladeiras, o impostou sofreu redução de 15% para 5%; em fogões de 5% para zero; em máquinas de lavar de 20% para 10%, e em tanquinhos de 10% para zero. As mudanças puderam ser sentidas no bolso do consumidor. Depois da medida, um refrigerador simples no Ponto Frio que custava R$ 799,99 passou a custar R$ 759,00. Outro modelo mais avançado custava R$ 3.099 e caiu para R$ 2.940.

 

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