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04.11.2009

Mais de 70% dos varejistas devem aumentar investimentos em 2010

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Sondagem feita com 300 empresas do segmento indica que os empresários vão investir 10% a mais do que no ano passado
Pesquisa realizada pela Fecomercio com 300 empresas de São Paulo indica que os empresários do setor varejista vão investir em 2010. De acordo com a análise, 75% deles se mostraram mais otimistas e vão investir 10% a mais do que no ano passado, e essa tendência deve extrapolar o setor de varejo e contagiar a indústria a partir do ano que vem, que deverá voltar a crescer.
A análise apontou ainda os efeitos da redução do Imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) sobre a venda da linha branca. As opiniões estão divididas: 50% responderam que devem  aumentar as vendas e 50% responderam que devem se manter iguais. “A rigor, a redução do IPI é bem-vinda, mas certamente seus efeitos foram maiores sobre a venda de autos do que sobre a linha branca ou sobre materiais de construção”, analisa Fábio Pina, economista da Fecomercio.
O economista lembra também que a última pesquisa de conjuntura do varejo divulgada pela Fecomercio mostra que as vendas nas lojas de eletroeletrônicos e eletrodomésticos tiveram ligeira recuperação em agosto, mas permanecem no vermelho no acumulado do ano. Em agosto, o faturamento real cresceu 1,2% e o acumulado em oito meses somou -9,6%. Isso demonstra o efeito apenas parcial da redução do IPI sobre a linha branca.
Quanto às vendas para o primeiro Natal pós-crise, o setor varejista se mostra otimista, mas ainda com certa reserva. De acordo com a análise, 33% dos empresários vão aumentar as encomendas para o Natal e 24% dos varejistas vão reduzir. Outros 44% estão fazendo encomendas iguais a do ano passado.  Já em relação aos estoques, 39% dizem que será maior e 44% responderam que será igual ao de 2008.
“Esses dados mostram um viés de alta para as encomendas de Natal, porém o varejo mantém cautela. Mesmo assim, o resultado geral é positivo, na mesma direção que o consumidor parece estar apontando nas pesquisas de intenção de compra e de confiança Até o final do ano é que os ajustes de perspectivas serão feitos entre consumidores e empresários”, afirma o economista.
Mais de 65% dos empresários vão trabalhar com produtos direcionados à classe C, enquanto 43% para a classe B e 24% para as classes D e E. Para trabalhar com produtos voltados à classe C, os empresários vão estimular vendas por meio de parcelamentos. Segundo a pesquisa, como se trata de capital próprio, a maioria das empresas (64%) vai oferecer parcelamento em três vezes sem juros. Já 37% vão oferecer mais de três parcelas, com pouco envolvimento de financiamento tradicional (via banco ou financeira vinculada à loja).
Segundo Pina, a maioria das empresas mira nas classes B e C, não por coincidência. O público A é muito restrito e poucas empresas podem se dar ao luxo de trabalhar apenas para esse nicho. Do outro lado estão as classes D e E, com rendas médias ainda muito baixas, o que inviabiliza um volume de negócios muito grande, ainda que o contingente populacional seja elevado.  Desta forma, trabalhar as camadas do meio da população é a estratégia vigente de grande parte das empresas.  Evidentemente, com o desenvolvimento do crédito e com o aumento gradual da renda, há uma migração de interesse para as faixas C e D.
 

Fonte: Portal Empreendedor

 

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