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27.05.2011

Ex-Ministro aposta em queda no crescimento e juros altos para conter inflação

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Maílson da Nóbrega defendeu reforma tributária, investimentos em infraestrutura e política de privatização

 

O economista Maílson da Nóbrega projeta o crescimento do Brasil em 4% ao ano para o próximo biênio e considera o índice ideal diante do potencial e das condições do país. O ex-ministro da Fazenda (1988-1990) abriu a 43ª Convenção Estadual do Comércio Lojista, na manhã de ontem (sexta-27), em Chapecó (SC), que reúne cerca de 1600 empresários do varejo. “Seria melhor se pudéssemos crescer muito acima disso, mas geraria um desequilíbrio, com descontrole da inflação e outros efeitos desastrosos”, explicou.

 

Nóbrega – que também é escritor e analista de mercado, sócio da Tendências Consultoria - observou que para aumentar o potencial de crescimento será necessário realizar reformas estruturais – em especial a tributária, além de investimentos em infraestrutura, mediante a privatização de rodovias, portos e aeroportos. “Não vejo na presidenta Dilma a liderança necessária para executar a reforma tributária, que exigiria muita negociação para obter concessões dos governadores”, avaliou. No entanto, não considera que a área econômica do governo perca o controle da inflação. “Vamos conviver com uma inflação entre 6 e 7% até o fim de 2012, mas acredito que o Banco Central elevará a taxa de juros e freará o consumo o suficiente para conter índices mais altos”.

 

O ex-ministro da Fazenda lembrou que a inflação corrói a renda dos assalariados de baixa renda e isso impactaria direta e rapidamente na popularidade da presidenta Dilma Roussef, como também abalaria a imagem do país junto a investidores estrangeiros e no mercado nacional. “A Bolsa de Valores tem US$ 300 bilhões de dólares de investidores estrangeiros, que deixariam o país diante de medidas populistas na economia”, resumiu.

 

Maílson da Nóbrega procurou tranquilizar a plateia de empresários do comércio lojista catarinense: “a redução do crescimento implica em menor consumo, mas garante a estabilidade econômica – e foi com esse ambiente que 32 milhões de brasileiros ascenderam à classe C e passaram a consumir muito mais, beneficiando o comércio e toda a economia do país”.

 

Fonte: PalavraCom

 

 

 

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