Notícias

02.01.2012

Comércio sustentará a economia brasileira em 2012, prevê CNDL

Compartilhe: Google+

 

A convivência com juros altos, geração de empregos em nível moderado, incertezas sobre a crise internacional, inadimplência em crescimento e acomodação do consumo por parte das classes emergentes teve impacto em 2011 que fechou sem o crescimento projetado no início do ano.


“As vendas nos últimos meses deste ano, assim como as vendas do Natal mostram claramente que teremos mudanças na economia brasileira, os números de crescimento a taxas chinesas vistos nos últimos anos não deverão ocorrer, porém o setor ainda devera ser o de melhor desempenho no Brasil”, afirma Roque Pellizzaro Junior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, CNDL, entidade que congrega 27 federações estaduais, 1.587 Câmaras de Dirigentes Lojistas e mais de 780 mil pontos de venda associados em todo o Brasil.


“Já nos primeiros meses do ano teremos a injeção de R$ 47 bilhões na economia oriundos do reajuste do salario mínimo, recursos que serão carreados para o consumo”, projeta Pellizzaro Junior. Todavia, a grande mudança está no perfil do consumo que já vê a demanda reprimida que existia na "nova classe C" relativamente satisfeita, assim como o amadurecimento de nosso mercado. O varejo na avaliação da CNDL devera sofrer mudanças em sua atividade para se adequar a esta nova fase. Em cima desta realidade, as redes varejistas nacionais já reestruturam seus planos de expansão de PDVs (pontos de venda), assim como o mix de seus produtos, tendência que devera se generalizar ao longo de 2012.


O ano que se finda apresentou um crescimento contínuo na taxa de inadimplência do consumidor brasileiro, pelos números do SPC Brasil, 10 meses consecutivos de alta, sendo este e o alto endividamento,  os principais motivos da desaceleração nas vendas nos dois últimos meses de 2011, em especial agora no Natal. Esta tendência devera se reverter já nos primeiros meses do ano, fruto da entrada de recursos do novo salario mínimo (14% superior) e da redução da demanda reprimida da "nova classe C".
Desafio
“O maior desafio para 2012 devera ser a manutenção no nível de emprego do país, hoje a coluna que sustenta a economia nacional através do consumo das famílias”, revela o presidente da CNDL. “Já observamos pelos últimos números apresentados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) que a tendência é de  uma acomodação” completa o dirigente. A geração de emprego deverá ser o principal foco do Governo.


Para o próximo ano o crescimento do PIB não devera ser superior a 3,5%. Os números dos dois últimos trimestres, associados a instabilidade nos mercados internacionais e a tendência de acomodação do consumo interno sinalizam para um crescimento discreto do PIB brasileiro.


O BC(Banco Central) devera manter sua política de redução na taxa básica de juros, chegando a taxas de juros reais de 5% (taxa de juros descontada a inflação). A preocupação com a inflação estará no centro das atenções do BC mas a redução na atividade econômica também. “Devemos ter uma inflação menor que a apresentada neste ano, contudo acima do centro da meta,  uma vez que o BC não poderá atuar com uma política de juros altos sob pena de paralisação econômica no Brasil”, alerta Pellizzaro Junior.

 

 

Newsletter

©2016 - CDL Blumenau - Todos os direitos Reservados - Desenvolvido por SEDIG.
Topo