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25.05.2013

Sardenberg: Brasil pode ser um país rico em uma geração

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Sardenberg movimentou convenção catarinense. Foto Daniel Zimmermann.

Os brasileiros têm muito a comemorar pelos últimos 20 anos de estabilidade econômica, mas ainda podem lamentar, na mesma proporção, a falta de investimentos públicos, o péssimo ambiente de negócios e o pior sistema tributário do mundo. “Podemos ser, no decorrer de uma geração, um grande país, no mesmo porte das maiores economias do mundo”, julgou Carlos Alberto Sardenberg, que encerrou a 45ª Convenção Estadual do Comércio Lojista, no sábado, em Blumenau, com a participação de 1.500 empresários do varejo catarinense. “Ele nos deu muitos motivos para ficarmos otimistas e tantos outros para preocupar-nos”, avaliou Sergio Medeiros, presidente da FCDL SC, promotora do evento, em parceria com a CDL de Blumenau.

Âncora e comentarista da rádio CBN, analista do canal Globonews e colunista do jornal O Globo, Sardenberg é um dos mais notáveis jornalistas especializados em economia do país. Resgatou o exemplo da Coreia do Sul, que na década de 1950 estava destruída pela guerra e se transformou em uma nação rica, educada e desenvolvida. Apontou o controle da inflação como principal legado, desde a criação do Plano Real, em 1994. Entre os anos 1984/1994 a inflação superou a casa 200 bilhões e o Brasil teve cinco moedas. Entre 2002/2012, a inflação foi de 87,8% e sem mudança de padrão monetário. “No entanto, a inflação neste último período foi de apenas 18,1% na Alemanha, 27,7% nos Estados Unidos e 31,5%”, revelou.

Carlos Alberto Sardenberg também elogiou o regime de metas da inflação, a responsabilidade fiscal, o câmbio flutuante, as privatizações (do governo Fernando Henrique Cardoso), as reformas microeconômicas e os programas sociais. “Foram essenciais para a estabilização econômica”, considerou. Mas lembrou que o Brasil foi beneficiado pelo crescimento econômico da China e não aproveitou o momento para promover as reformas necessárias. “Temos o pior sistema tributário do mundo, faltam investimentos públicos em infraestrutura e educação e o ambiente de negócios é comprometedor”.

Na América Latina, México, Peru, Colômbia e Chile são os países mais equilibrados, com inflação baixa e PIB com crescimento acima de 5% ao ano. “O Brasil tem uma economia superior à soma dos quatro países e esse gigantismo é um dos aspectos promissores”, concluiu.

 

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