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11.01.2016

Pesquisa CDL retrata como foram as vendas de Natal, em Blumenau

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Uma pesquisa desenvolvida pela CDL Blumenau com associados à entidade apontou um equilíbrio entre aumento e queda nas vendas no período do Natal de 2015 se comparado ao mesmo período de 2014. De acordo com o presidente da CDL Blumenau, Helio Roncaglio, a pesquisa foi realizada de 4 a 8 de janeiro com associados de diversos segmentos, como calçados, roupas, confecções, tecidos, materiais de construção, artigos para a casa, decoração, bazar, óticas, brinquedos, móveis e eletrodomésticos, confeitaria, lojas de departamento e cosméticos.

Dos entrevistados, 47% disseram que venderam mais em 2015, no período do Natal, se comparado a mesma época de 2014. Outros 47% apontaram queda nas vendas e 6% disseram que as vendas foram iguais a do ano anterior. Sobre a porcentagem de melhora nas vendas: 57,4% dos entrevistados informaram que as vendas aumentaram em até 10%; 7,1% disseram que as vendas de 2015 cresceram entre 11% e 15% melhor; 21,4% registrou crescimento entre 16% e 25%; e 14,1% apontou crescimento entre 26% e 30%.

Em relação à queda nas vendas, 28,5% registraram uma diminuição de até 10%; 7,3% disseram que as vendas caíram entre 11% e 15%; 28,5% tiveram queda entre 16% e 25%; 7,3% informaram que a vendas ficaram entre 26% e 30% menores que 2014 e ainda 14,2% disseram que a vendas caíram mais de 31%. E 14,2% não souberam informar quanto às vendas foram menores.

Greve no transporte coletivo

A greve no transporte coletivo de Blumenau, que durou 13 dias, afetou as vendas no comércio do município. Para 20% dos entrevistados o impacto foi positivo. “Todos que disseram que a greve acabou colaborando com as vendas, são de lojas de bairros, o que não significa que parte delas não sofreu com a paralisação”, afirma Roncaglio.

Para 53,4%, entre lojas do centro e bairros, a greve interferiu nas vendas de forma negativa. “Muitos entrevistados nos contaram que alguns clientes ligavam para informar que não poderiam ir até as lojas pagar o carne. Outros ouviram reclamação dos consumidores pela falta de transporte para ir às compras”, conta o presidente. E parte dos comerciantes, 26,6%, disse que a greve não interferiu nas vendas.

Sobre os gastos que estabelecimentos tiveram com o transporte de funcionários devido à greve, 50% precisaram dar suporte aos colaboradores por meio de vale-combustível ou disponibilizar o carro da empresa para buscar e levar os funcionários.

Contratação x Demissão

Os entrevistados também foram questionados sobre a quantidade de funcionários extras. 23,3% contrataram trabalhadores em dezembro de 2015, mas a maioria são cargos temporários. “Em outros anos era comum verificar que muitos dos trabalhadores contratados permaneciam na empresa, mas diante do atual cenário, as contratações têm sido apenas temporárias para a maioria”, aponta Roncaglio.

Outro dado pesquisado foi sobre a possibilidade de demissão de funcionários. 76,7% disseram que não deve haver demissão nos próximos meses. Entretanto, para 23,3% a possibilidade de demitir funcionários é grande. 

 

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